Países fecham acordo sobre superpoluentes para proteção da camada de ozônio. Pacto estabelece redução dos HFCs (gases de ar-condicionado que esquentam a Terra) e pretende cortar cerca de 80% das emissões destes gases em todo o mundo, o que minimizaria o aquecimento global em 0,5 grau Celsius neste século.

Acordo

A ABRAVA – Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento – celebra o Acordo de Kigali, fechado em Ruanda, África, em 15 de outubro, e reitera a sua posição de diminuição dos níveis de consumo dos HCFCs e HFCs, em sintonia com Ministério do Meio Ambiente (MMA) por meio do Programa Brasileiro de Eliminação de Fluidos Refrigerantes.

As indústrias de ar-condicionado e refrigeração estão se preparando para a eliminação dos HCFCs e HFCs, que representam mais de 95% do mercado nacional, por outros fluidos refrigerantes como hidrocarbonetos, CO2, amônia e HFOs – hidrofluorolefinas.

Em 08 de setembro de 2016, a ABRAVA ratificou a sua concordância com a proposta realizada na reunião do Grupo de Trabalho Ozonio, e acatou o congelamento das importações em 2025, tomando como referência a média dos parâmetros dos anos de 2021 a 2023. Durante a reunião de Kigali, ficou definido que a linha base será de 2020 a 2022, com congelamento em 2024.

“O Brasil está seguindo os caminhos do Protocolo de Montreal, cumprindo as metas estabelecidas desde o início com os CFCs e HCFCs, e não vai ser diferente agora, com o acordo de Kigali, com relação aos HFCs”, argumenta o presidente da ABRAVA, Arnaldo Basile.

Na visão da ABRAVA, os prazos estabelecidos para o controle de importação dos HFCs, e seu posterior congelamento, para reduções nos anos seguintes, proporciona um tempo hábil para orientar o setor e usuários finais das novas tecnologias que já vem sendo implantadas no Brasil, com foco nos fluidos com menor GWP (Global Warming Potential, ou Potencial de Aquecimento Global) possível, num processo que caminha de forma conjunta com a questão da economia energética e viabilidade econômica e financeira da substituição dos gases refrigerantes.

Os setores de refrigeração e ar-condicionado têm se qualificado e já oferecem soluções para a substituição dos HCFCs e dos HFCs. A ABRAVA, com o objetivo de orientar sobre a importância das boas práticas de manutenção, instalação e operação de sistemas e equipamentos, com o manuseio, armazenagem, recolhimento, reciclagem, regeneração, reutilização e transporte adequado dos fluidos refrigerantes, realiza sistematicamente eventos técnicos como seminários, painéis, palestras, conferências e a, cada biênio, o Congresso Brasileiro de Refrigeração, Ar-condicionado, Aquecimento e Tratamento de Ar (CONBRAVA).

Para o presidente da ABRAVA a questão da viabilidade econômica para a substituição dos fluidos refrigerantes em dois segmentos da economia – refrigeração e ar-condicionado – deve ser observada não somente com a atenção nos custos dos fluidos refrigerantes, mas também em equipamentos com eficiência energética que minimizam o impacto no meio ambiente.

“No Brasil, temos sistemas modernos e compatíveis com os sistemas de outros países, assim como fluidos refrigerantes. Conforme as tecnologias são implementadas em escala maior, automaticamente os custos tendem a ficar mais viáveis”, finaliza o presidente da ABRAVA.

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