Brasil tem primeiro prédio com Etiqueta A em eficiência energética com aquecimento de água feito com Gás LP, a edificação, em Niterói (RJ), conquista a certificação graças ao uso de Gás LP
Etiqueta A

O Essence, projeto com 50 unidades, recebeu a Etiqueta A do PBE Edifica

O primeiro edifício com sistema de aquecimento de água a Gás LP a receber a etiqueta A em eficiência energética no Programa Brasileiro de Etiquetagem de Edificações (PBE Edifica), coordenado pelo Inmetro e pela Eletrobras, fica no estado do Rio de Janeiro, na cidade de Niterói. O projeto de 50 unidades do empreendimento Essence foi etiquetado, atendendo aos critérios da regulamentação vigente.  São apartamentos com quatro quartos e quatro banheiros, além de duas coberturas. Os imóveis terão água aquecida a gás nas duchas para banho e nas torneiras da cozinha e dos banheiros.

O sistema de aquecimento de água recebeu a classificação A, que representa o grau máximo de eficiência energética. A utilização de gás é uma condição fundamental para que o sistema de aquecimento de água, um dos pontos críticos do consumo de energia de uma edificação, seja classificado com o grau máximo de eficiência. O projeto da edificação, no desempenho geral, obteve etiqueta de nível B, uma vez que o sistema de aquecimento de água é um dos pontos levados em consideração para determinar o grau de eficiência energética do projeto ou da própria edificação.

De acordo com a consultora Monica Welker, que orientou a construtora em todo o processo, as edificações novas que têm classificação A ou B no PBE Edifica consomem de 30% a 50% menos energia. “Vale ressaltar também que 80% do consumo energético de uma edificação estão relacionados ao período de uso, por isso é importante reduzir a demanda por energia”, afirma Monica. Ela acrescenta que essa preocupação tem sido crescente nos países desenvolvidos. “Em Portugal, por exemplo, não é possível vender imóveis que não sejam etiquetados”, afirma Monica.

Para o gerente da construtora Fernandes Maciel, Marcelo Barrozo, o critério de eficiência deverá, em um futuro próximo, ser um dos fatores a serem levados em conta no ato da compra. “Acredito que, à semelhança do que acontece com eletrodomésticos, o nível de eficiência energética dos empreendimentos novos também passará pela avaliação do consumidor, que não tende mais a ver só o preço”, afirma Barrozo.  Segundo ele, a opção pelo Gás LP é baseada em critérios de segurança, custo e eficiência.

A Supergasbras, um dos parceiros para a viabilização do projeto, foi responsável por estruturar, em conjunto com a Construtora Fernandes Maciel, a solução energética do prédio com fornecimento de tanques de Gás LP, monitorados e abastecidos pela empresa. Também foram disponibilizados os aquecedores de água adequados e medidores individualizados por apartamento. A distribuidora avaliou que essa seria uma grande oportunidade para mostrar a importância do Gás LP para construções mais econômicas e energeticamente eficientes, com energia limpa.

“Com o abastecimento com Gás LP para aquecimento de água e cocção de alimentos, os clientes só pagam pelo que consomem, com uma prestação de serviço transparente para o consumidor. Além disso, é uma solução ambientalmente sustentável. Sempre acreditamos que com o Gás LP a construção alcançaria o melhor nível de eficiência energética e ficamos gratificados de participar dessa conquista”, explica Etienne Salles, Gerente de Soluções em Energia da Supergasbras, acrescentando que, ao utilizar o Gás LP no aquecimento de água, o consumidor tem um ganho econômico direto além de um ganho adicional na alíquota de conta de energia, pois se o cliente reduz seu consumo de energia elétrica, gastando menos de 300 kwh no mês, ele paga menos 11% de ICMS.

Estudo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), intitulado “Comparativo entre Alternativas Energéticas em Usos Finais”, que atualizou a análise de custos de infraestrutura e operação de diferentes tipos de energia para aquecimento da água do banho em edifícios residenciais, ratificou as vantagens do Gás LP para esse fim. O uso de energia elétrica tem, para o consumidor de Niterói-RJ, um custo 131% mais alto quando comparado ao uso do Gás LP, de acordo com cálculos do Sindigás, feitos a partir do custo das duas fontes de energia, informado pela ANP.

Nas condições do estudo, o Gás LP tem melhor relação custo-benefício quando comparado à eletricidade. Contemplando-se um edifício-padrão, os custos com infraestrutura relativa ao aquecimento a Gás LP são mais baixos. A infraestrutura elétrica apresentou custo adicional de 41% para suportar um sistema de aquecimento de água com um equipamento elétrico de 5 mil watts, se comparado com o custo de redes hidráulicas e de gás (incremental) para aquecer água a gás, utilizando-se aquecedor de passagem. O estudo afirma que, se o preço do Gás LP (R$/kg) for até aproximadamente 10 vezes maior que o preço da energia elétrica (R$/kW), o Gás LP continua sendo mais econômico do que a eletricidade.

Serviço:
PBE Edifica /  www.pbeedifica.com.br
Supergasbras /  www.supergasbras.com.br
Construtora Fernandes Maciel / www.fernandesmaciel.com.br